
Este espeço é reservado a todas as pessoas , jovens, adultos, homens e mulheres que trabalham para construir um mundo
melhor e mais justo . São voluntários que transformam o dia-a-dia de quem precisa. Seja através do seu trabalho, da sua palavra, ou do seu apoio. No mês de dezembro no quadro Pessoas Que Fazem a Diferença, vamos contar a história de Edna de Jesus e o Santuário.
Quem foi que disse que a vida fica mais calma na terceira idade? Foi-se o tempo em que a imagem dos idosos era ligada àquela tranqüilidade do balanço de uma rede num dia parado, sem responsabilidades e nada para fazer. Quem acha isso, não conhece Edna de Jesus, a famosa Edinha. Preguiça? Cansaço? Nada disso faz parte do vocabulário dessa guerreira que nasceu em 16 de outubro de 1932, no Dia do santo Redentorista São Geraldo. Com fôlego e com uma disposição de dar inveja em quem tem muitos anos a menos, ela segue desafiando o tempo. Com uma memória e uma lucidez invejável, as marcas do tempo no corpo e o peso da idade não a impede de fazer nada. Nada mesmo. Aos 77 anos, continua firme no batente.
“Hoje, além de cuidar do bazar, duas vezes por ano eu levo dois ônibus ao Santuário de N. Sra. Aparecida. Já teve ano que cheguei a levar 8 ônibus”, conta Edinha.
Na retrospectiva da vida de quem traz na bagagem muitas histórias para lembrar e contar, o que se percebe é que a história de vida dela se confunde com a do Santuário. Tanto que é considerada patrimônio vivo do Santuário..“ Sempre fui muito ligada a Igreja. E quando fui morar perto do Santuário, passei a frequentar o Convento. Acompanho os Redentoritas há 50 anos, e tive a possibilidade de ver e ajudar na construção do Santuário. Vendi muitas rifas, convites para churrasco e cartelas de Bingo. Cada tijolo foi fruto dessas campanhas. Eu me sinto fe;iz de ter participado dessa história. De lá prá cá, nunca mais saí daqui”, lembra.
No baú dessas lembranças, o ensinamento de uma voz experiente de quem sabe que, não se pode desistir diante dos desafios da vida. “Um dos momentos difíceis que presencieie foi a divisão da Igreja Católica de Campos em relação ao Concílio Vaticano II. Vi a divisão de muitas famílias por conta disso. Hoje, a situação mudou. Existe diálogo, a aceitação é melhor e a convivência é mais pacífica. O engraçado é que mesmo frequentando as missas do Santuário, até hoje ainda uso véu na missa, ” lembra Edinha.
Sempre sorrindo, ainda hoje, Edinha é uma presença atuante no Santuário. Na ordenação dos seis seminaristas à diácono na Diocese de Campos, lá estava ela., ajudando a organizar e a preparar a mesa para receber os convidados ilustres para essa grande festa.. Uma correria só para que todos se sentissem acolhidos e felizes. E é por tudo isso que Edinha faz parte desse grupo de pessoas que deixam marcas e histórias para contar e serem contadas. Edinha é GENTE QUE FAZ A DIFERENÇA NO SANTUÁRIO,
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