31/01/2018

TEXTO DO Pe. ASSIS, C.Ss.R.

É preciso renunciar a si mesmo, com sublimidade, para seguir a Jesus.

TEXTO DO Pe. ASSIS, C.Ss.R.
Sublimidade do discípulo Jesus



Quando o Filho de Deus veio ao mundo para participar de nossa história, três forças influenciavam a vida do povo judeu, que ia recebê-lo: Política do Rei Herodes, Religião oficial, Movimentos populares. A política do governo ignorava completamente a religião, a tradição e a cultura do povo. As autoridades religiosas, de mãos dadas com o poder civil, favorecidas, oprimiam o povo. O povo oprimido, desorganizado, sem lideranças autênticas, esmagado por uma religião opressora e alienante, conservava ainda uma vaga esperança num “Dia de Deus”.
Os profetas tinham anunciado a vinda de um Messias e o seu Reinado, para estabelecer o direito dos pobres. Uma minoria tinha uma ideia mais clara do Reinado de Deus, reinado de amor e justiça, na visão de Daniel (2,44), entre esses: João Batista, Maria, José, Zacarias, Isabel, Zaqueu, etc. Assim, Maria acreditava num Deus Fiel, que se serve de mediações humildes, para realizar seu projeto do Reino e que os pobres são os destinatários prediletos do Reino. De repente, surge no cenário do povo eleito uma figura extraordinária: João Batista, que atrai a atenção de todos com seu brado “Convertei-vos! O Reino está próximo”.
O povo correu para ouvir João e ser batizado. Jesus também foi lá. No momento de seu batismo por João, teve uma profunda experiência de Deus e do chamado para a missão (Mc1, 9-10): “Tu és o meu Filho amado, de quem me agrado”. Jesus partiu de imediato para o deserto, para clarear com o Pai a sua missão. O movimento popular, provocado por João, assustou Herodes, que mandou prendê-lo. Foi o sinal para Jesus: é minha vez. Sai de casa e vai morar em Cafarnaum, cidade entroncamento, onde passa muita gente, colocando-se a serviço do povo: curando os doentes, acolhendo os marginalizados.
São os sinais do Reino presente, sinais do novo tempo. Ele próprio é a presença do Reino. Para Jesus o fim dos tempos, previsto por João, está adiado, para que os homens participem com Ele das obras deste Reino aqui na terra. Jesus não aceita a ideia de ser ele um instrumento de Deus para castigar, ele veio para salvar, para curar (Is. 61,1), para trazer vida, vida nova, eterna (de Deus). Convida, então, discípulos para conviverem com Ele e participarem das obras do Reino.
João Batista não chegou a ser discípulo de Jesus e participar do novo tempo. João Batista pertencia ao antigo sistema, pautou sua vida pela Lei e os Profetas, chegou ao limiar do Reino, sem poder herdá-lo. Entende-se o elogio de Jesus sobre a pessoa de João, mas também a declarada sublimidade do discípulo de Jesus, discípulo do Reino nas palavras de Jesus que iniciam nossa reflexão.

Fonte: Pe. Jésu Ferreira de Assis C.Ss.R. 
Informativo A Caminho com São Geraldo – Edição nº 65

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