13/08/2017

XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM | ANO A

“Eu estou convosco, não tenhais medo!”

19º DOMINGO DO TEMPO COMUM – DIA DOS PAIS

13 DE AGOSTO

 

1ª leitura: 1Rs 19,9a.11-13a

2ª leitura: Rm 9,1-15

Evangelho: Mt 14,22-33

 

Depois de caminhar pelo deserto, o profeta Elias, fortificado pelo alimento providencial recebido, chega ao Horeb, o monte da manifestação de Deus. Ali ele terá um encontro com Deus, como aconteceu com Moisés no êxodo, mas sem os mesmos sinais do vento, terremoto e fogo. Tem certeza de estar diante de Deus ao ouvir “o murmúrio de uma leve brisa”. Elias nos ensina a perceber a presença de Deus na simplicidade dos acontecimentos de cada dia e sobretudo na solidão e no silêncio. É uma experiência misteriosa de intimidade. Não tem uma visão de Deus, mas cobre o rosto em sinal do seu respeito diante do Senhor.

Isso nos lembra a palavra de Jesus a Santa Teresa: “Eu queria falar a muitas almas, mas o mundo faz tanto barulho nos seus ouvidos, que minha voz não é percebida por elas”. É no silêncio que se pode ouvir a voz de Deus.

Paulo exprime seu sofrimento pelo fato de Israel, povo ao qual ele pertence, não ter acolhido o Messias. Esse povo foi preparado pelos patriarcas e profetas, é o portador das promessas divinas e dele o próprio Cristo nasceu segundo a geração humana. O apóstolo não sabe explicar o mistério dessa rejeição. Tanto mais que o Cristo Jesus, para o qual tudo converge, é o ponto de chegada, a realização de todas as profecias. Como então entender que eles recusaram o Cristo e seu Evangelho, excluindo-se do cumprimento das promessas de Deus? Paulo sabe que sua paixão pela conversão dos irmãos encontra eco muito maior no coração de Deus. Tem certeza de que para todos e sobre todos se manifestará a misericórdia divina.

O evangelho nos mostra Jesus a rezar na montanha, os apóstolos na barca agitada pelas ondas e Jesus que caminha sobre as águas e vai salvá-los. A oração intensa e prolongada de Jesus prepara seu coração para enfrentar os problemas da vida com a luz e o poder de Deus Salvador.

É possível que ainda estejamos sentindo pouca necessidade da oração, e que tenhamos a presunção de sermos capazes de construir nossa vida sozinhos, sem o auxílio divino. Como fazer para sentirmos o desejo de estar com Deus na oração? O dom da oração é uma graça que sempre devemos pedir.

Em muitas situações penosas da vida passamos por várias emoções e experiências. Pode ser um sentimento de solidão e abandono, quando o Senhor parece estar distante e ausente. Embora Ele nos dê sinais de que está conosco, às vezes custamos a reconhecê-lo e entramos em crise de fé. Mas Ele nos diz, como disse aos apóstolos: “Coragem, sou eu, não tenhais medo!”

É com palavras semelhantes que Deus se manifesta na Bíblia, dando força aos que Ele chama para uma missão particular, quando a pessoa sente o peso e a dificuldade. O mesmo está dizendo o Senhor a nós e a nossas famílias, nas dificuldades que enfrentamos: “Eu estou convosco, não tenhais medo!”

Quem sabe, somos ainda fracos na fé, como Pedro que começou a afundar; mas então está na hora de gritar ao Senhor que nos ajude e nos salve e aumente nossa fé.

Que neste Dia do Papai, imagem e semelhança d’Aquele lá do céu, nossos pais recebam uma bênção especial, para que, confiando na Providência Divina, tenham sabedoria e coragem para guiar seus familiares através do bom exemplo.

 

Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.


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