09/04/2017

DOMINGO DE RAMOS | ANO A

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor!

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO

9 DE ABRIL

 

1ª leitura: Is 50,4-7

2ª leitura: Fl 2,1-11

Evangelho: Mt 26,14—27,66

 

O profeta Isaías nos apresenta o Servo de Deus e sua missão de ser o mediador para anunciar ao mundo os caminhos de Deus. Seu anúncio é cheio de misericórdia e mansidão, prefigurando assim a paixão que Jesus está pronto a sofrer. Com sua extrema obediência, o Servo nos dá a prova de seu amor e nos anima a enfrentar as mesmas provações a que está sujeito todo verdadeiro discípulo.

São Paulo descreve o caminho do Messias Salvador como um despojamento de toda grandeza, que o levou a descer do céu para viver uma existência humilde no mundo. Além de fazer-se servo, aceitou ser condenado à morte de cruz, para obedecer em tudo aos desígnios do Pai. O coroamento de sua obra redentora é a glória da ressurreição, é o reconhecimento de toda criatura de que Ele é o Senhor do Universo.

Jesus faz sua entrada triunfal em Jerusalém, onde vai viver o gesto supremo de sua doação pela vida do mundo. O povo simples o acolhe com alegria e uma festa espontânea. Como é que estamos nos preparando para acolher Jesus que quer entrar em nossa vida, na nossa história, em nossa cidade? Como é que entramos nesta Semana Santa que mudou e ainda está mudando a história do mundo?

A Igreja nos faz entrar, começando com uma aclamação a Cristo como vencedor e como rei. O Mistério pascal de Jesus, sua morte e ressurreição, desperta em nós a nossa compaixão mas também nossa alegria, pela sua vitória de Rei que reina do alto da Cruz. Celebramos sua paixão como triunfo, porque Ele venceu a morte e toda a maldade do mundo, assim salvando a humanidade.

Primeiro foram os ramos de oliveira, os mantos estendidos pelo chão como tapetes, o ‘Hosana ao Filho de Davi’, depois a condenação, o ‘Crucifica-o’! São denunciadas assim, abertamente, as tremendas contradições dos comportamentos humanos: um efêmero triunfo tributado a Cristo reconhecido como Rei e Senhor e depois, talvez as mesmas vozes que o aclamaram, gritaram pedindo que fosse crucificado e fosse calado para sempre.

É sempre um prazer exaltar alguém do qual esperamos soluções fáceis e imediatas de nossos problemas mais urgentes. Jesus que tinha recusado ser aclamado rei depois da multiplicação dos pães, e que dirá diante de Pilatos que o seu reino não é deste mundo, hoje aceita entrar triunfalmente em Jerusalém, a cidade santa, para dar a entender que, antes de ser vítima dos homens, ele como verdadeiro rei, vai ao encontro da paixão e da morte. Sua paixão e morte é sim uma terrível trama urdida por seus inimigos e causada por nossos pecados, mas antes de tudo é um desígnio divino, uma manifestação patente do amor misericordioso do Pai, uma dócil e humilde aceitação da parte do Cristo Jesus. É por isso que aceita ser aclamado rei: é um outro modo de preanunciar sua gloriosa ressurreição, seu triunfo sobre a morte. O nosso ‘Hosana’ nós o dirigimos àquele que já contemplamos na fé como nosso verdadeiro e único Rei e Senhor, como nosso Redentor e como aquele que triunfante nos precede na glória. Nossas aclamações, por isso, não cessarão nesse domingo, mas se tornarão nossa perpétua ação de graças, nosso louvor sem fim, que explodirão num alegre Aleluia pascal.

 

Pe. José Raimudo Vidigal, C.Ss.R.


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