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O DÍZIMO







Você sabe o que é e qual a importância do Dízimo para a Igreja?
Textos bíblicos sobre dízimo
12 motivos que me levam a ser dizimista
Dízimo e ofertas
Dízimo: expressão de fé e amor
Eu, batizado e, portanto membro de uma comunidade sou responsável pela sustentação financeira da minha comunidade?
As ofertas são uma complementação do dízimo?
E as capelas também devem implantar e organizar o dízimo?
E quando o dízimo não é suficiente para sustentar as despesas ordinárias da comunidade?
O dízimo é, portanto, o meio ordinário de sustentação de uma comunidade?
De onde a comunidade paroquial retira os recursos para suprir essas despesas?
Que gastos tem uma comunidade paroquial?
A sustentação material de uma comunidade é, então, responsabilidade de cada um dos batizados que a ela pertencem?
A sustentação da comunidade é, portanto, responsabilidade de todos os seus membros?
Quem é o responsável pela comunidade paroquial?
Como o dízimo contribui para que a comunidade paroquial cumpra com as suas obrigações?
Como o dízimo contribui para que a diocese cumpra com as sua obrigações?
Deus recebe o dízimo que oferecemos a ele?
Quando falamos que o dízimo é oferecido a deus por meio da comunidade, de que comunidade estamos falando?
Podemos afirmar que o dízimo é expressão de amor a deus, à igreja e ao próximo?


VOCÊ SABE O QUE É E QUAL A IMPORTÂNCIA DO DÍZIMO PARA A IGREJA?

O Dízimo foi instituído por Deus aos judeus que viviam sob o domínio da Lei. É certo que o Senhor Jesus reconhecia a autoridade desta Lei, era judeu e nascido sob a Lei ( "Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei," Gl 4.4), com a missão de cumpri-la ("Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra." Mt 5.17,18). Jesus não determinou de forma direta que o dízimo seria uma obrigação aos participantes da Nova Aliança.

a) Na Bíblia vemos que o primeiro a dar o dízimo foi Abraão

"E de tudo lhe deu Abrão o dízimo." Gn 14.20 Abraão ao regressar da vitória sobre os reis inimigos, deu a Melquisedeque, sacerdote de Deus e rei de Salém, o dízimo de tudo que possuía e despojos da vitória.

b) Jacó movido a dar o dízimo:

"...de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo." Gn 28.22

c) O dízimo é instituído pela Lei Mosaica.

"A décima parte das colheitas, tanto dos cereais como das frutas, pertence a Deus, o SENHOR, e será dada a ele." Lv 27.30 e "Certamente, darás os dízimos de todo o fruto das tuas sementes, que ano após ano se recolher do campo." Dt 14.22 Os dízimos deveriam ser postos nas mãos dos Levitas, em posse pelo ministério que eles serviam no tabernáculo do concerto, como recompensa por não terem parte na herança da terra.

O Novo Testamento não faz profundas referências a respeito do tema, mas, movidos pelo Espírito Santo, compreendemos que é bom e agradável ofertarmos a Deus.

Paulo escrevendo às igrejas ensina que deveriam fazer coletas, nas quais os servos dariam segundo a sua prosperidade ("Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for." 1Co 16.1-2). Uma ação de amor, generosidade e alegria ("E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre." 2Co 9.6-9). Não havia uma definição de quantidade (10%), as ofertas eram segundo as posses da cada um. Este é o mesmo entendimento para o dízimo hoje, uma doação à igreja de ofertas agradáveis, que devem ser usadas na manutenção do templo, missões, meios de comunicações, mas, principalmente no auxilio aos irmãos mais carentes, ligados ou não à denominação; afinal, no Reino não há denominações. É inaceitável que as igrejas guardem o dinheiro do Senhor (poupança e aplicações diversas) enquanto há tantos irmãos necessitados de um auxilio financeiro. Usa-se como parâmetro a décima parte, no entanto, não é uma obrigação metódica.

Infelizmente esta questão é uma tema desgastado, geralmente visto pelos não cristãos como um meio de explorar a fé dos mais simples. É lamentável que muitas igrejas realmente agem assim explorando à boa fé de seus membros com promessas de recompensas extraordinárias para aqueles que darem ou pagarem como preferem alguns os seus dízimos. Paulo escreveu uma carta ao povo de Corinto, na qual diz: "O homem natural não aceita as cousas do Espírito... pois lhe é loucura; e jamais pode entendê-las." 1Co 2.14

Dentro das igrejas há muitos que por diversos motivos não aceitam a idéia de reservar uma parte de seus ganhos para o Senhor. Os questionamentos variam do lógico ao absurdo. Por exemplo: . Deus não precisa de dinheiro! . Deus é dono de tudo! . Ganho pouco, e sou pobre! . Não sobra para o dízimo! . Tenho escola, e muitas despesas! . Isto é para os ricos! . e diversas outras desculpas.

Era a respeito desses que Paulo escrevia, são homens que ainda não entregaram verdadeiramente suas vidas nas mãos do Senhor, vivem uma vida normal, natural e não conseguem enxergar com os olhos do Espírito a vontade de Deus para a vida de seus escolhidos.

Jesus literalmente afirma: " Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo." Lc 14.33

Esta é a principal condição exigida aos servos, a renúncia. Deixar todas as coisas para trás, princípios, pensamentos, pontos de vistas, conhecimentos, sabedoria. Ser apenas vasos abertos e prontos para serem cheios. Quando isto acontece, os questionamentos deixam de existir, pois o que importa verdadeiramente é obedecer, fazer a vontade do Pai.

Em relação aos Dízimos, esta deve ser a posição do Servo, entregar o que é devido, deixando em segundo plano a preocupação com o destino que será dado a este dinheiro.

d) Dar Voluntariamente

"...vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao SENHOR." Lv 23.38 O dizimar era uma obrigação de cada israelita, mas, o desejo de ofertar deveria nascer no interior do coração, marcado por gratidão e alegria, uma ação voluntária, através da qual o Eterno era adorado.

e) Vida Santa, uma condição

"Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta." Mt 5.23,24 A Santidade é uma condição especial, ela gera comunhão e intimidade com o Pai. Antes de trazermos as nossas ofertas ao Senhor, é necessário fazermos um "balanço" e confessarmos pecados e acertarmos todas situações que destoam da vontade de Deus.

f) Uma Gratidão.

"Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo; invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás." Sl 50.14,15

Ação de dizimar/ofertar é uma demonstração que reconhecemos a soberania de Deus e o cuidado que Ele tem para conosco, abençoando-nos no cotidiano em todos os aspectos de nossa existência.


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TEXTOS BÍBLICOS SOBRE DÍZIMO

- Livro dos Provérbios 3,9-10

"Honra ao Senhor com teus bens e com as primícias de toda a tua renda, e se encherão fartamente os teus celeitros, e transbordarão de vinho os teus lagares".

- Livro do Deuteronômio 14,28-29

"A cada três anos, tomarás o dízimo da tua colheita no terceiro ano e o colocarás em tuas portas. Virão, então, o levita, - pois ele não tem parte nem herança contigo - , o estrangeiro, o órfão e a viúva que vivem nas tuas cidades, e eles comerão e se saciarão. Deste modo teu Deus te abençoará em todo trabalho que a tua mão realizar".

- Livro do Deuteronômio 12,11-14

"Então, ao lugar que o Senhor escolheu para estabelecer nele seu nome, ali levareis todas as coisas que vos ordeno: holocaustos, vossos sacrifícios, vossos dízimos, as primícias e todas as ofertas escolhidas que tiverdes prometido por voto ao Senhor".

- Livro do Levítico 27,30

"Todo dízimo da terra, reolhido sobre os produtos da terra ou sobre os frutos das árvores, pertence ao Senhor: é coisa consagrada ao Senhor".

- Livro de Malaquias 3,10

"Pagai integralmente os Dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência, diz o Senhor dos exércitos, e vereis se não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário".

- 2ª Carta de São Paulo aos Coríntios 9,7

"Cada um dê segundo o que se propôs em seu coração: não dê de má vontade ou constrangido, pois Deus ama a quem dá com alegria".


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12 MOTIVOS QUE ME LEVAM A SER DIZIMISTA

1 – Sou dizimista porque reconheço que Deus é o Senhor de todas as coisas;
2 – Sou dizimista porque sei que o dízimo é devolução a deus. Estamos devolvendo um pouco do muito que dEle recebemos;
3- Sou dizimista porque amo a minha Igreja e acredito no trabalho de evangelização de minha comunidade;
4 – Sou dizimista porque creio em Jesus, na vida eterna e na salvação de minha alma;
5- Sou dizimista porque sei que minha Igreja e minha comunidade contam com a minha participação e contribuição mensal;
6 – Sou dizimista porque reconheço que Deus é aquele Pai justo que não deseja ver alguns poucos filhos seus tendo muito, até em excesso e muitos não tendo nada nem o mínimo para sobreviver;
7 – Sou dizimista porque assim como Deus partilhou conosco seu Filho e Jesus partilhou conosco sua vida, desejo partilhar também um pouco do que tenho;
8 – Sou dizimista porque gosto de sentir o doce sabor da liberdade e da alegria de poder oferecer;
9 - Sou dizimista porque acredito e aceito a palavra de Deus que está na Bíblia;
10 – Sou dizimista porque sei que dízimo, antes de ser dinheiro, é palavra de Deus;
11 – Sou dizimista porque desejo que em meu coração haja mais amor e menos egoísmo;
12 – Sou dizimista porque sei que só posso dizer que amo a Deus quando aprender a partilhar com os irmãos.


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DÍZIMO E OFERTAS

Gratidão filial a Deus e partilha fraterna de Pai para filhos

Deus nos ama com amor de Pai. Deu-nos a vida e nos dá tudo o que é necessário para desenvolvê-la. A Abraão, pai dos crentes, prometeu uma terra, uma descendência e a bênção. Por meio de Moisés, Ele libertou os descendentes de Abraão da escravidão e lhes deu o segredo para viver na liberdade: os dez mandamentos. Mas foi em Jesus Cristo, seu Filho feito um de nós, que nos deu o sinal maior de seu amor. Da morte e ressurreição de Cristo, pela ação do Espírito Santo, fez surgir a Igreja, comunidade de fé, culto e amor. Pelo Batismo, passamos a fazer parte da Igreja, nossa segunda família.

De filhos para Pai Normalmente, os filhos contam aos pais suas alegrias, suas dificuldades e partilham com eles aquilo que realizam. Sentem necessidade de manifestar-lhes carinho, oferecer-lhes sinais de reconhecimento filial. É desumano filhos rejeitarem os pais, como pais abandonarem os filhos. Quando acontece, deve-se ter sempre misericórdia. O coração de uns e de outros faz dizer: “pai/mãe é sempre pai/mãe” ou “filho/filha é sempre filho/filha”.


A Deus, que é Pai infinitamente amoroso, só nos resta corresponder como filhos agradecidos, fiéis e obedientes. Na Bíblia, desde Abraão, encontramos uma longa história de filhos obedientes a Deus, mas também, muitas vezes, ingratos e infiéis. Se ela conta as maldades dos filhos com Deus, é para que saibamos evitá-las e seguir unicamente os ensinamentos de Deus e amá-lo como filhos queridos.

Descobrir a vontade de Deus, obedecer aos mandamentos, seguir Jesus Cristo continuando sua obra, na Igreja, nossa segunda família, é a maior e melhor maneira de sermos filhos agradecidos dele. Jesus disse: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Nisso todos conhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13, 34-35).

Através da visita, da conversa amiga, do telefonema, da carta, do presente, da ajuda material nas necessidades, manifestamos nosso carinho pelos pais, reconhecendo que a eles devemos tudo o que somos e temos. Como expressamos nosso amor filial a Deus? Por meio do respeito à natureza por ele criada, da boa convivência com todos, do trabalho que aperfeiçoa a criação, da oração, pela colocação de nossos dons e nossos recursos a serviço da obra dele.

Neste contexto, podemos falar e entender melhor as ofertas e o dízimo.

Ofertas e dízimo, gratidão filial a Deus e partilha fraterna A Bíblia diz que Deus ama a quem dá com alegria (2 Cor 9,7). Deus não olha tanto o tamanho da oferta, mas o tamanho da generosidade. Quanto mais a pessoa é generosa e abre seu coração para partilhar, tanto mais agrada a Deus e se abre a Ele para receber as suas bênçãos.

Na Bíblia, Abraão, o pai dos crentes, foi o primeiro que abriu seu coração generoso e deu o dízimo dos seus bens ao rei de Salém e sacerdote de Deus, Melquisedeque, em agradecimento pela assistência divina que recebera (Gn 14,18-20). O patriarca Jacó, obedecendo a Deus, lhe ergueu um altar em Betel, em agradecimento porque Ele o escutou na sua aflição e o acompanhou na sua viagem (Gn 35, 1-8). Na legislação a partir dos Dez Mandamentos, o dízimo foi incluído como uma das obrigações de todos os membros do povo da Aliança.

O oferecimento das primícias - os primeiros e melhores frutos do trabalho agrícola e pastoril - e a doação do dízimo - dez por cento das colheitas e dos rebanhos, como gesto de gratidão e de louvor a Deus, aparece muitas vezes na Bíblia. O serviço do culto no Templo, que devia incluir o atendimento dos pobres, era sustentado pelo dízimo e pela oferta das primícias. O dízimo tinha bem clara esta dupla finalidade: o culto no Templo e a partilha com os pobres. “Quando tiveres acabado de separar o dízimo de todos os teus produtos e o tiveres distribuído ao levita (nota: um dos servidores do Templo), ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que tenham em tua cidade de que comer com fartura, dirás em presença do Senhor, teu Deus: tirei de minha casa o que era consagrado para dar ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva” (Dt 26, 12-13). A oferta ao pobre é prescrita, por exemplo, em Dt 24, 19-21: “Quando fizeres a colheita no teu campo e deixares por esquecimento algum feixe, não voltarás para levá-lo. Deixá-lo-ás para o estrangeiro, o órfão e a viúva, a fim de que o Senhor, Teu Deus abençoe todas as empresas de tuas mãos. Quando sacudires tuas oliveiras, não voltarás a colher o resto que ficou nos galhos: isto será para o estrangeiro, o órfão e a viúva. Quando tiveres vindimado a vinha, não voltarás a colher os cachos que ficaram: deixá-los-ás para o estrangeiro, o órfão e a viúva”.

Dízimo e ofertas segundo Cristo Jesus não aboliu o dízimo e as ofertas, mas ensinou o verdadeiro espírito e a maneira certa de praticá-los. Ele ensinou a fazer as ofertas de coração limpo e a dar o dízimo de boa vontade. O que é que ele disse?



Em relação às ofertas: “se estiveres diante do altar para fazer a tua oferta e te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá tua oferta e vai primeiro reconciliar-te com ele. Só então, vem fazer a tua oferta” (Mt 5, 23). Para Jesus, então, fazer ofertas faz parte da vida de todos. Mas para que as ofertas, as doações agradem a Deus, devemos viver de bem com todos, cumprir direito nossos compromissos de família e de sociedade.

Em relação ao dízimo e a outras obrigações, os doutores da Lei e os fariseus eram muito finórios. Davam o dízimo até da hortelã, do endro e de outras ervas. Mas eles faziam isto apenas para estarem em dia com as leis, não por amor a Deus, e deixavam de cumprir a justiça, a misericórdia, a fidelidade. Então Jesus diz claramente: é necessário praticar estas coisas, como o dízimo, sem deixar de praticar as outras coisas (Mt 23, 23-24; Lc 11, 42).

Portanto, Cristo confirma a prática do dízimo. Mas ele ensina a dá-lo de boa vontade, com generosidade, não para evitar que alguém nos acuse de alguma falta. Seria como o motorista que usa o cinto de segurança ou segue qualquer outra lei de trânsito apenas para não ser multado e levar pontos na carteira, quando deveria segui-las para proteger sua vida e a dos outros.

Dízimo e ofertas na Igreja A comunidade dos seguidores de Jesus que se organizou depois de sua morte e ressurreição, com a força do Espírito Santo em Pentecostes, viveu uma experiência ideal de comunhão filial com Deus e fraterna entre eles. Aquilo que se diz deles no Livro dos Atos dos Apóstolos, sobre a vida e as atividades da Igreja de Jesus, serve de modelo para nós. O que o Livro diz?

- Viviam unidos e tinham tudo em comum. ... Dividiam seus bens conforme as necessidades de cada um. Não havia necessitados entre eles. Unidos de coração, freqüentavam todos os dias o Templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo (At 2, 42-47; At 4, 32-35).

Claro, esta situação mudou muito. A comunidade de Jerusalém foi perseguida. Passou necessidade e por isso São Paulo exortava outras comunidades a fazerem uma coleta de doações para socorrer a de Jerusalém (II Cor 8, 1-15).

Mais tarde, quando esfriou o fervor nas comunidades, a Igreja precisou adotar um sistema de taxas para garantir os recursos para suas atividades. Assim, havia, e em alguns lugares ainda há, taxa para o batismo, a crisma, o casamento... Foram introduzidas mensalidades e/ou anuidades. As festas comunitárias que deviam ser momentos de confraternização passaram a ser promoções quase só em vista de arrumar dinheiro para as despesas paroquiais. Como estas despesas aumentam sempre mais e surgiram tantas outras formas de diversão, recorre-se a bailes, matinés e outras promoções que tenham retorno. Muitas vezes estas iniciativas acabam criando situações que prejudicam o próprio trabalho da Igreja. Ela trabalha pela união da família, pela harmonia de todos, mas o consumo de álcool nas festas favorece à dependência da bebida, leva a brigas e a outros problemas.

Por isso, desde 1973, a partir do Concílio Vaticano II, realizado de 1962 a 1965, a Igreja no Brasil vem trabalhando para reintroduzir o verdadeiro sentido do dízimo e das ofertas. Por meio deles, a Igreja pode ter os recursos para sua missão. Então, por exemplo, as festas poderão ser feitas sem bebidas alcoólicas.


Natureza do dízimo e das ofertas

1°) A oferta

A palavra oferta vem de ofertar e significa oferecer, doar, colocar à disposição. Em cada momento da vida podemos e devemos oferecer a todos um sorriso, um olhar compassivo, um gesto acolhedor, uma saudação amiga, um sinal de atenção. Jesus diz que até o simples copo d’água oferecido a alguém por ser seu discípulo terá sua recompensa.

Temos inúmeras oportunidades de realizar ofertas. Quando um pobre bate à nossa porta ou quando o encontramos na rua, podemos fazer-lhe a oferta de comida, roupa ou dinheiro. Podemos fazer nossa oferta em alimentos ou roupas no dia em que a comunidade recolhe donativos para os pobres. Em nossa Diocese, há também a coleta de doações em favor do Seminário, especialmente por ocasião da Romaria de Fátima.

Podemos fazer nossa oferta em dinheiro à comunidade em cada celebração litúrgica no momento do ofertório, na coleta. Aquele valor em dinheiro, ofertado com generosidade, é expressão viva de doação para o bem da comunidade. Em outros tempos, os fiéis levavam alimentos, utensílios e outros bens, para o sustento dos ministros e dos pobres. Quanto bem a comunidade poderia fazer se essas ofertas fossem mais generosas!

2°) O Dízimo

A palavra dízimo significa a décima parte de um todo. Na Bíblia expressa a doação de dez por cento do que a família produzia para o sustento do Templo, que incluía o atendimento aos pobres. Ou seja, a doação para a obra de Deus. Atualmente, na Igreja, significa a doação de um a dez por cento do que uma pessoa ou uma família recebe para sua comunidade. É uma doação mensal, sistemática e organizada para a Igreja cumprir sua missão.

Observe-se bem: o dízimo é de toda a família. Ela soma a receita (salários de cada membro - pai, mãe, filhos, rendimentos ou produto colhido e comercializado) e oferece de um a dez por cento de tudo à Igreja. Os que não são casados e vivem fora de sua família devem dar o dízimo da mesma forma que as famílias.

(Aqui também cabe observar: a situação é sempre difícil para a maioria das famílias. Mas assim mesmo, é muito grande a diferença entre o que paroquianos oferecem no dízimo e o que gastam, por exemplo, em diversões, bebida, cigarro ou coisas semelhantes ou na festa de batizado e, principalmente, de casamento! O gasto em fotografias, filmagem, ornamentação de alguns casamentos, batizados ou aniversários é bem maior do que o dízimo de muitos anos).

Em sua carta sobre o dízimo, em 1983, Dom João Hoffmann dizia (ver caderno publicado pela Diocese): Assim como não se pode ser cristão sem oração, sem o cultivo da Palavra de Deus, a amizade sincera, o perdão, o serviço fraterno, a prática da justiça, também não se pode ser cristão sem o dízimo. Ele não é uma taxa e nem uma esmola. É uma doação. Uma retribuição a Deus e à comunidade por tudo o que recebemos. Ele deve ser:

Voluntário: porque o amor não tem lei; só a do bem do outro;

Generoso: porque a gratidão não tem pagamento; Consciente: porque brota da consciência que cada um tem de sua pertença à comunidade na qual deve participar; porque Deus lê no coração e conhece todas as intenções de cada um.

O dízimo bem assumido é sinal e termômetro do amor e da gratidão a Deus, do compromisso com a comunidade que a pessoa tem. Temperatura alta (febre) é sinal de que o organismo da pessoa está doente. Mesquinhez no dízimo, a falta dele ou seu atraso por relaxamento revelam um cristão doente na comunidade.

Na mesma carta, Dom João dizia ainda: Por ser um por cento da receita familiar, o dízimo estabelece uma contribuição diferenciada. Cada família dará à sua comunidade de acordo com o que recebe mensalmente. E como ninguém pode ser participante ativo sem dar sua parte, o dízimo se torna obrigatório. Não uma imposição, mas uma obrigação que nasce da consciência da pertença comunitária. O dízimo faz parte das obrigações mensais de cada família. Assim como ela contribui com a previdência social, com o sindicato, paga luz e água... tem em seu orçamento a contribuição mensal com a comunidade religiosa.

Na verdade, o dízimo é a parte de Deus. Não se dá o dízimo para garantir novas bênçãos divinas e nem para garantir “serviços religiosos”. Em relação a Deus, não vale o famoso dito interesseiro “dou para que me dês”. Com Deus é o inverso: dou porque me deste! O dízimo não é taxa em vista de benefícios e sim doação para que a Igreja leve adiante a obra de Cristo: anuncie o Evangelho, celebre a fé e testemunhe a caridade pelo serviço organizado em favor dos pobres. Claro que, por ajudar a Igreja, o dizimista recebe dela os “serviços religiosos” sem perguntar quanto custa.

Dízimo é:



• Verdadeiro ato de fé e fonte de bênçãos;
• Experiência de amor, generosidade e gratidão;
• Meio de organização, evangelização,
promoção humana;







Dízimo não é taxa, imposto, esmola ou sobra! Finalidade do dízimo e das ofertas



Em que a Igreja aplica o que recebe do dízimo e das ofertas?

Para melhor compreensão do destino do dízimo e das ofertas, é necessário lembrar que a Igreja é comunidade de fé, culto e caridade.

Segundo o ensinamento de São Paulo, a fé vem da pregação. Para ajudar as pessoas a dar a resposta da fé e para manter viva esta resposta nas pessoas que entraram na comunidade, a Igreja precisa anunciar o Evangelho. O anúncio do Evangelho às pessoas que não despertaram para a fé em Cristo é a ação missionária. A animação da fé das pessoas que já deram seu sim a Cristo e integram a comunidade é a ação pastoral. Para realizar sua ação missionária e pastoral, a Igreja precisa de recursos. Recursos para formar evangelizadores e para material de evangelização. Esta é a primeira e mais importante finalidade do dízimo. É sua dimensão missionária.

Como comunidade de culto, a Igreja celebra o louvor de Deus. Precisa de lugar para a comunidade celebrar e de diversos meios para realizar a celebração. É a dimensão religiosa do dízimo.

Como comunidade de caridade, a Igreja deve realizar a promoção humana. A promoção humana vai além do dar coisas, procura conhecer as causas da pobreza e desenvolver ações para eliminá-las. É a dimensão social do dízimo.

Para evangelizar, para celebrar o culto agradável a Deus, para promover a caridade, a Igreja precisa de infra-estrutura mínima: templo, casa paroquial, com residência dos padres e secretaria, funcionários, salão com salas para catequese e reuniões diversas, formação de pessoas, condução, aparelhos de som, aparelhos de informática, livros, folhetos... Toda família sabe quanto custa manter sua casa e garantir seu sustento. Pode compreender bem quanto custa manter os bens da comunidade e sustentar suas atividades.

O dízimo voluntário, generoso e consciente é a colaboração mais justa de cada família com a Igreja para ela continuar sua missão.



Pressupostos para o dízimo e as ofertas

O dízimo e as ofertas têm o mesmo ponto de partida: o coração agradecido e generoso, que reconhece que tudo recebe de Deus e dos outros; que tudo deve colocar a serviço da obra de Deus, certo de que ninguém é tão pobre que não tenha algo a dar nem tão rico que não precise de nada, ou, como diz o canto: não se deve dizer nada posso ofertar, pois as mãos mais pobres são as que mais se abrem para tudo dar.

O dízimo e as ofertas dependem também da fé. Para dar dinheiro, basta tê-lo. Para praticar o dízimo, é necessário fé. É necessária a disposição do coração de viver uma experiência de Deus. É necessária a decisão firme de vencer a tentação da ganância, da acumulação e entrar no processo da partilha, da solidariedade. Sem a visão comunitária da fé e sem assumir a Igreja como família da gente, é impossível viver a prática do dízimo. Ele não se resume a dinheiro. Ele supõe adesão sincera a Cristo, participação ativa na Igreja, ardor missionário, solicitude fraterna com os pobres.

Para as ofertas e o dízimo, a Palavra de Deus é clara:

• Há mais alegria em dar do que em receber (At 20,35);
• A generosidade de Deus é insuperável, pois ele faz nascer o sol sobre maus e bons (Mt 5,45). Devemos retribuir;
• Não adianta acumular bens. Devemos fazer tesouros no céu onde ninguém roubará e as traças não destruirão (Lc 12,33);
• Devemos dar sem esperar retorno: “quando deres uma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem os parentes, nem os vizinhos ricos. Porque, por sua vez, eles te convidarão e assim te retribuirão.... (Lc 14,12-14);
• Para Deus, conta a doação feita de boa vontade. Foi o que Jesus disse da oferta da viúva que deu as únicas duas moedas que tinha, porque deu da sua indigência tudo o que tinha para seu sustento, enquanto os outros deram do que tinham em abundância (Mc 12,41-44).



A organização do dízimo

Dentro de princípios e linhas comuns, cada Paróquia organiza sua evangelização, seu culto e sua ação social. Também organiza o dízimo. Este deve ter uma equipe responsável para motivar continuamente os membros da comunidade a realizá-lo com alegria e fidelidade. Deve ter um fichário de controle dos dizimistas; ter bem definida a forma de receber o dízimo; prestar contas periodicamente.

Assim como para encaminhar o batizado, o casamento ou outro assunto o jeito é dirigir-se à secretaria da Paróquia ou ao pessoal da catequese, da liturgia, do conselho da comunidade, para tratar do dízimo é a mesma coisa.



Oração do dizimista – 1

Recebe, Senhor, a minha oferta. Não é esmola, porque não és mendigo. Não é uma contribuição, pois não precisas. Também não é resto, ou sobra, o que vos ofereço; esta importância representa Senhor, meu reconhecimento e meu amor. Eu sei bem que tudo o que eu tenho é dádiva tua. Recebe um pouco do muito que já me deste. Obrigado, Senhor. Amém!

Oração do dizimista – 2

Senhor, faze de mim um dizimista consciente e feliz. Que meu dízimo seja agradecimento, seja um ato de amor e reconhecimento pela tua bondade. O que tenho de bom de ti recebi: vida, fé, saúde, amor, família, bens... Ajuda-me a partilhar com justiça e fidelidade. Tira o egoísmo do meu coração. Que eu te ame cada vez mais; que ame e ajude cada vez mais aos irmãos. Que meu dízimo seja fonte de bênçãos para mim, minha família e minha comunidade. Amém!

FONTE: Encarte CNBB - Nº 830 - 13/07/2006


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DÍZIMO: EXPRESSÃO DE FÉ E AMOR
Dízimo, expressão de fé



O que é Dízimo?

O dízimo é sinal de gratidão, devolução generosa, partilha consciente e contribuição responsável.

Em que sentido podemos afirmar que o dízimo é Sinal de Gratidão?

Podemos afirmar que o dízimo é Sinal de Gratidão quando fazemos dele uma expressão de reconhecimento ao Deus que dá a vida e a mantém. O dízimo, quando oferecido de coração agradecido, torna-se oração de ação de graça. Em que sentido podemos afirmar que o dízimo é Devolução?

Em que sentido podemos afirmar que o dízimo é Devolução?

Podemos afirmar que o dízimo é Devolução quando fazemos dele uma das expressões de nosso louvor ao Deus que é, em tudo, bondade e misericórdia. O dízimo, quando oferecido com generosidade, torna-se devolução a Deus do que a Deus pertence.

Em que sentido podemos afirmar que o dízimo é Partilha?

Podemos afirmar que o dízimo é Partilha quando fazemos dele uma expressão de nossa comunhão com Deus e com a comunidade. O dízimo, quando oferecido com consciência, torna-se partilha que gera fraternidade.

Em que sentido podemos afirmar que o dízimo é Contribuição?

Podemos afirmar que o dízimo é Contribuição quando fazemos dele uma expressão espontânea e responsável de nossa participação na vida de uma comunidade de fé. O dízimo, quando oferecido com fé, torna-se instrumento de construção da comunidade e, conseqüentemente, meio privilegiado de evangelização.

Dízimo sem fé não é dizimo: é pagamento. E a Igreja não é um supermercado de graças onde os cristãos negociam com Deus. Deus não vende nada: Ele oferece tudo gratuitamente. Dízimo e fé são inseparáveis. Quem “paga” o dízimo age como se deus pudesse ser comprado; quem devolve o dízimo oferece a Deus um pouco do tudo que a Deus pertence.

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DEUS RECEBE O DÍZIMO QUE OFERECEMOS A ELE?

Sim. Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus.

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QUANDO FALAMOS QUE O DÍZIMO É OFERECIDO A DEUS POR MEIO DA COMUNIDADE, DE QUE COMUNIDADE ESTAMOS FALANDO?

Quando afirmamos que Deus recebe o dízimo através da Sua comunidade estamos nos referindo à Igreja e, mais especificamente, À comunidade paroquial (matriz e capelas) e à comunidade diocesana (diocese).

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COMO O DÍZIMO CONTRIBUI PARA QUE A DIOCESE CUMPRA COM AS SUA OBRIGAÇÕES?

O dízimo, repassado pelas paróquias à diocese, permite que ela organize e faça acontecer ação pastoral em nível diocesano. Da formação dos futuros presbíteros, passando pela capacitação dos cristãos leigos e leigas, até a manutenção dos órgãos burocráticos, o dízimo possibilita que a diocese evangelize tanto organizando e administrando como formando e capacitando os cristãos.

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COMO O DÍZIMO CONTRIBUI PARA QUE A COMUNIDADE PAROQUIAL CUMPRA COM AS SUAS OBRIGAÇÕES?

O dízimo permite que a comunidade paroquial exista, se mantenha e cumpra com aquela que é a sua tarefa prioritária: a evangelização. Sem o dízimo, a estrutura que possibilita a ação evangelizadora fica comprometida, quando não seriamente danifica ou até mesmo impossibilitada de alcançar o seu objetivo.

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QUEM É O RESPONSÁVEL PELA COMUNIDADE PROQUIAL?

O responsável pela comunidade paroquial é o Bispo, que delega parte de seu poder (= autoridade = serviço) ao pároco. Eles – Bispos e presbíteros – são os responsáveis e não os donos da comunidade. O dono é Jesus. A comunidade, porém, é formada por todos os batizados eu estão em sua circunscrição (territorial ou pessoal). Ou seja, todos os membros (= batizados) de uma comunidade paroquial são responsáveis por ela, cabendo a cada um as funções às quais foi chamado por Deus e confirmado pela Igreja.

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A SUSTENTAÇÃO DA COMUNIDADE É, PORTANTO,
RESPONSABILIDADE DE TODOS OS SEUS MEMBROS?


Sim. Todos os batizados são responsáveis pela sustentação e manutenção da comunidade à qual pertencem. Da pastoral da acolhida à pastoral do dízimo, tudo é responsabilidade de todos. Cada um deve fazer a sua parte de acordo com a vocação e os dons que recebeu de Deus. Ou seja, cada um deve fazer a sua parte sem perder de vista o todo, que é responsabilidade de toda a comunidade.

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A SUSTENTAÇÃO MATERIAL DE UM A COMUNIDADE É, ENTÃO, RESPONSABILIDADE DE CADA UM DOS BATIZADOS QUE A ELA PERTENCEM?

Sim. Todos são responsáveis pela sustentação da comunidade, e não apenas o pároco e os vigários-paroquiais, ou a diretoria, ou ainda o conselho de assuntos econômicos. A comunidade é uma família, e os batizados os membros dessa família: por isso todos são responsáveis por ela, devendo cada um contribuir à medida de suas possibilidades.

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QUE GASTOS TEM UMA COMUNIDADE PAROQUIAL?

Uma comunidade paroquial tem muitos gastos. Lembremos de alguns: as tarifas de água, luz e telefone; a manutenção da casa paroquial, do centro catequético, do salão comunitário, da igreja etc. Além dos gastos, existem os investimentos com pessoas, visando a formação e capacitação das mesmas: catequistas, líderes de grupos, membros de conselhos, ministros, agentes de pastoral etc. Toda comunidade paroquial, por menos que seja, deve ter receita suficiente para cobrir os gastos e fazer os investimentos necessários.

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DE ONDE A COMUNIDADE PAROQUIAL RETIRA OS RECURSOS PARA SUPRIR ESSAS DESPESAS?

É o dízimo e das ofertas (feitas durante as missas e cultos) que a comunidade paroquial retira os recursos para fazer frente às despesas tidas como “ordinárias” (= de todos os dias). As despesas “extraordinárias” (como, por exemplo, uma construção ou a aquisição de um veículo) podem ser realizadas pela junção do dízimo e de promoções (sorteios, festas, campanhas, coletas especiais). De uma ou de outra forma, a responsabilidade pela sustentação da comunidade é de todos os batizados que a ele pertencem.

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O DÍZIMO É, PORTANTO, O MEIO ORDINÁRIO DE SUSTENTAÇÃO DE UMA COMUNIDADE?

Sim. O dízimo deveria suprir todos os gastos ordinários de uma comunidade. Por isso é essencial que a diretoria (ou conselho) não trabalhe isolada dos outros membros da comunidade, mas esteja sempre em sintonia com ele, seja prestando contas, seja levando ao conhecimento deles as necessidades que tem a comunidade.

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E QUANDO O DÍZIMO NÃO É SUFICIENTE PARA SUSTENTAR AS DESPESAS ORDINÁRIAS DA COMUNIDADE?

Nesse caso convém fazer a seguinte reflexão: toda comunidade, por mais pobre que seja, pode se sustentar com dignidade. Geralmente não são os recursos que faltam: o que falta é a conscientização que leva á generosidade. Daí a importância de: 1º) uma campanha de esclarecimento; 2º) uma equipe que seja, ao mesmo tempo, criativa e competente; 3) um constante reavivamento da importância e do valor do dízimo e, 4º) uma prestação de contas que mostre com o dízimo está sendo bem administrado e é necessário para a vida e a sobrevivência da comunidade.

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E AS CAPELAS (COMUNIDADES QUE DEPENDEM DA MATRIZ) TAMBÉM DEVEM IMPLANTAR E ORGANIZAR O DÍZIMO?

Sim. Também elas devem tirar o seu sustento ordinário do dízimo. E por terem menos despesas, têm a obrigação de contribuir com a matriz, de quem dependem administrativa e religiosamente.

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AS OFERTAS SÃO UMA COMPLEMENTAÇÃO DO DÍZIMO?

Sim. As ofertas (= coleta feita nas missas e cultos) complementam a receita ordinária da comunidade. O dízimo é compromisso estável; a oferta é doação espontânea, sem compromisso, fruto da generosidade e da disponibilidade econômica momentânea do ofertante.

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EU, BATIZADO E PORTANTO MEMBRO DE UMA COMUNIDADE, SOU RESPONSÁVEL PELA SUSTENTAÇÃO FINANCEIRA DA MINHA COMUNIDADE?

Sim! Você é responsável pela sua comunidade, mas não só você: todos os batizados o são. Se cada um dos membros fizer a sua parte, a comunidade atingirá aquela que é a sua meta prioritária: a evangelização de todos...

É fácil “lavas as mãos” ou “cruzar os braços” de deixar que os outros façam o que compete a eles e também o que compete a nós... São muitos os cristãos acomodados que vivem deitados em “berço esplêndido” vendo e, quase sempre, criticando o trabalho que os outros realizam. Não se deixe vencer pelo egoísmo nem pela preguiça: faça a sua parte, participando espiritual e financeiramente da vida da sua comunidade: ela é a sua segunda família.

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O DÍZIMO, EXPRESSÃO DO AMOR





PODEMOS AFIRMAR QUE O DÍZIMO É EXPRESSÃO DE AMOR A DEUS, À IGREJA E AO PRÓXIMO?

Sim! O dízimo é expressão e fruto de um coração que ama a Deus porque é grato para com Ele, que ama a Igreja porque reconhece nela o sacramento de Cristo, e que ama o próximo porque é solidário para com ele. Quem não ama não devolve o dízimo porque, não amando, não vê sentido em sair de si mesmo para partilhar. Quem ama, partilha, e partilha com generosidade e alegria.

O amor faz do dízimo uma profunda experiência de ação de graças. Nós, cristãos, não “pagamos” o dízimo porque não temos nada para comprar de Deus: Ela já nos dá tudo, gratuitamente. Mas porque amamos queremos partilhar, colocando em comum o que, de direito, pertence a todos porque pertence a Deus.

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