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Tem a finalidade de abrir a celebração, criando a comunhão da assembléia pela união de vozes e corações no encontro com o Ressuscitado; introduzir no mistério do tempo ou festa litúrgica e acompanhar a procissão de entrada. E a resposta dos filhos(as) convocados pelo Pai para se reunirem, ouvirem sua palavra e o louvarem como único Senhor. A letra deve falar do motivo da celebração, ser um convite à celebração, e o quanto possível, ser uma fala direta com Deus. Ex: "Ó Pai, somos nós o povo eleito". Deve ter uma duração razoável para acompanhar a procissão de entrada. Prolongar até o momento em que quem preside esteja pronto para dar início à celebração.
Quem canta: toda a assembléia. Pode-se alternar com o coral.
TTem a finalidade de preparar a assembléia para ouvir a Palavra de Deus e celebrar dignamente os santos mistérios. Celebra a misericórdia divina e leva a comunidade a reconhecer-se pecadora e necessitada de perdão. Tradicionalmente a ladainha "Senhor, tende piedade" era uma oração de louvor a Cristo ressuscitado. Mais tarde este canto foi incorporado ao rito penitencial e começou a fazer parte de um momento de reconciliação. Depois do ato penitencial, inicia-se o "Senhor, tende piedade", a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial. No Missal Romano há outras fórmulas apropriadas aos vários tempos litúrgicos. O canto é facultativo e pode ser substituído por outro rito correspondente, como a aspersão com água ou procissão.
Hino muito antigo, desenvolveu-se como homenagem a Jesus Cristo, iniciando com o louvor dos anjos no Natal. Por ele, "a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro" (IGMR 31). Expressa a alegria da filiação divina e a salvação concedida. É cantado (ou recitado) aos domingos - exceto no advento e na quaresma-, nas solenidades e festas. Não constitui uma aclamação trinitária (cf. Doc. CNBB 43). Devem ser evitados os glórias abreviados; nem deve ser substituído por outro hino de louvor. É cantado por toda a assembléia e poderá ser alternado cm coros ou mesmo com o coral.
Como resposta orante da assembléia à Palavra proclamada, o salmo "é parte integrante da Liturgia da Palavra" (IGMR 36). Não deve ser substituído por outro canto ou mesmo outro salmo que não esteja em sintonia coma a P leitura. É responsorial, dialogal, ou seja, o povo responde com um curto refrão aos versos sálmicos, cantados pelo salmista. Deve ser cantado da mesa da Palavra. Se não for cantado, seja recitado.
Tem a finalidade de dispor a assembléia a acolher com alegria e entusiasmo a palavra da Salvação.
É um canto de exultação diante de Jesus Cristo, Verbo de Deus, Palavra viva do Pai. Consta do "Aleluia", só omitido na quaresma, e de um versículo (cf. Lecionário), quase sempre tirado do evangelho que vai ser proclamado. Deve ser de poucas palavras e de muita alegria ("Hallelu-jah" = Louvai Javé!). É cantado por toda a assembléia. O canto poderá ser repetido após a proclamação do evangelho. "O Aleluia ou o versículo antes do Evangelho podem ser omitido quando não são cantados" (IGMR 39).
Acompanha a apresentação das oferendas, tem sentido de louvor e de agradecimento a Deus, reconhecendo que todo o dom vem dele. Prepara a comunidade para a grande oferta com Cristo ao Pai na Oração Eucarística. Não precisa falar necessariamente de pão e vinho. É um momento em que a assembléia está sentada. Pode ser cantado todo pela assembléia, ou só o refrão, alternando com o coral, ou solista. Pode ser também só instrumental. Uma sugestão: canta-se durante a procissão dos dons e enquanto se prepara a mesa. Quando o Presidente se aproxima do altar para bendizer o pão e o vinho, interrompe-se o canto. Assim a assembléia acompanha a oração presidencial, respondendo (cantando) no fim de cada uma: "Bendito seja Deus para sempre"!
Sua finalidade é de aclamar, exaltar e bendizer o Santo de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo. É a grande aclamação que conclui o prefácio da Oração Eucarística, ou o louvor a Deus na Celebração da Palavra. O texto é de origem bíblica (cf. Is 6,3 e Mt 21, 9). E importante que seja proclamado o texto integral, sem alterações no texto. Deveria ser sempre cantado.
As três fórmulas oferecidas pelo Missal Romano expressam o anúncio do mistério Pascal, comemorando o abaixamento e a glorificação do Senhor, e pedindo sua vinda. Não devem ser substituídas por expressões devocionais de fé na presença real de Jesus, nem por canto eucarístico.
Trata-se de uma das aclamações mais importantes da missa, deve ser cantada por toda a assembléia, em resposta ao " Eis o Mistério da Fé", entoado por quem preside.
É o louvor final, após a narrativa das maravilhas e benefícios de Deus pelo seu povo. Não é aclamação, por isso não é proclamada por toda a assembléia, e sim por quem preside: " Por Cristo...".
Em resposta, a assembléia entoa o AMÉM (Aleluia, ou outras aclamações, conforme consta no Missal), que deve ser solene, vibrante, repetido, sinal de adesão, compromisso, concordância, comunhão. A doxologia final deve ser sempre cantada, devido à sua importância.
Todos unidos à oferta de Cristo, por Ele reconciliados com o Pai, podem exclamar com amor e confiança: "Pai- nosso...". Esta oração ensinada por Jesus, pode ser dita em grande exultação. Convém mesmo que seja cantada. É a oração preparatória por excelência para a comunhão. Não deve ser substituída por outras palavras que não as do próprio evangelho. Quem canta: toda a assembléia.
A saudação é sempre um gesto simbólico, e bastaria cumprimentar os que estão mais próximos. O rito não deve levar muito tempo. Não deve substituir ou abafar o canto do "Cordeiro de Deus", que tem preferência, durante o rito da fração do pão. O mais importante é o abraço, e não o canto, que é facultativo. Poderia ser entoado apenas pelo coral e reservado para circunstâncias especiais ou pequenos grupos.
O Cordeiro de Deus é o canto da assembléia que acompanha o rito da fração do pão. Isto significa que, enquanto houver pão para ser partido, o canto deve ser executado. Ao término da fração encerra-se o Cordeiro com a sua terceira invocação "Dai-nos a paz!". Não é função de quem preside começar o" Cordeiro", e sim, do povo ou coral, ou um solista, alternando com o povo.
É canto processional que expressa, "pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, demonstra a alegria, dos corações e torna mais fraternal a procissão dos que vão receber o Corpo de Cristo" (IGMR 56i). E a realização do mistério pascal que celebramos: entrega e partilha da vida em ação de graças. Dar preferência aos cantos que retomam o evangelho do dia, atualizando-o no mistério eucarístico. É bom fazê-lo de forma dialogada: solista, ou coral e assembléia: assim quem comunga não precisa se preocupar com folheto na mão, ou canto estrófico, cantado por todos.
Também não é necessário prolongar ininterruptamente o canto durante todo o tempo da comunhão.
Aproveitar a oportunidade para intercalar os versos com interlúdios instrumentais, tornando o canto menos cansativo e facilitando a interiorização. Após a comunhão "se for oportuno, o sacerdote e os fiéis oram por algum tempo em silêncio, podendo a assembléia entoar ainda um hino, salmo, ou outro canto de louvor" (IGMR S6j).
"Cantem a vossa glória, Senhor, os nossos lábios cantem nossos corações e nossa vida;
e já que é vosso dom tudo o que somos, para vós se oriente o nosso viver"
(Elaboração de M. Lourdes Zavarez e Pe. Osmar Augusto Bezutte, baseada na Introdução do Missal Romano e no estudo da CNBB, n.79).