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PRINCÍPIOS PARA A ESCOLHA DOS CANTOS LITÚRGICOS







CANTO DE ABERTURA
ATO PENITENCIAL ou “Senhor, tende piedade"!
HINO DE LOUVOR (Glória)
SALMO RESPONSORIAL
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS
SANTO
ACLAMAÇÃO MEMORIAL
DOXOLOGIA FINAL
PAI NOSSO
ORAÇÃO PELA PAZ - ABRAÇO DA PAZ
FRAÇÃO DO PÃO-- CORDEIRO DE DEUS
COMUNHÃO


CANTO DE ABERTURA

Tem a finalidade de abrir a celebração, criando a comunhão da assembléia pela união de vozes e corações no encontro com o Ressuscitado; introduzir no mistério do tempo ou festa litúrgica e acompanhar a procissão de entrada. E a resposta dos filhos(as) convocados pelo Pai para se reunirem, ouvirem sua palavra e o louvarem como único Senhor. A letra deve falar do motivo da celebração, ser um convite à celebração, e o quanto possível, ser uma fala direta com Deus. Ex: "Ó Pai, somos nós o povo eleito". Deve ter uma duração razoável para acompanhar a procissão de entrada. Prolongar até o momento em que quem preside esteja pronto para dar início à celebração.

Quem canta: toda a assembléia. Pode-se alternar com o coral.


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ATO PENITENCIAL ou “Senhor, tende piedade"!

TTem a finalidade de preparar a assembléia para ouvir a Palavra de Deus e celebrar dignamente os santos mistérios. Celebra a misericórdia divina e leva a comunidade a reconhecer-se pecadora e necessitada de perdão. Tradicionalmente a ladainha "Senhor, tende piedade" era uma oração de louvor a Cristo ressuscitado. Mais tarde este canto foi incorporado ao rito penitencial e começou a fazer parte de um momento de reconciliação. Depois do ato penitencial, inicia-se o "Senhor, tende piedade", a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial. No Missal Romano há outras fórmulas apropriadas aos vários tempos litúrgicos. O canto é facultativo e pode ser substituído por outro rito correspondente, como a aspersão com água ou procissão.

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HINO DE LOUVOR (Glória)

Hino muito antigo, desenvolveu-se como homenagem a Jesus Cristo, iniciando com o louvor dos anjos no Natal. Por ele, "a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro" (IGMR 31). Expressa a alegria da filiação divina e a salvação concedida. É cantado (ou recitado) aos domingos - exceto no advento e na quaresma-, nas solenidades e festas. Não constitui uma aclamação trinitária (cf. Doc. CNBB 43). Devem ser evitados os glórias abreviados; nem deve ser substituído por outro hino de louvor. É cantado por toda a assembléia e poderá ser alternado cm coros ou mesmo com o coral.

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SALMO RESPONSORIAL

Como resposta orante da assembléia à Palavra proclamada, o salmo "é parte integrante da Liturgia da Palavra" (IGMR 36). Não deve ser substituído por outro canto ou mesmo outro salmo que não esteja em sintonia coma a P leitura. É responsorial, dialogal, ou seja, o povo responde com um curto refrão aos versos sálmicos, cantados pelo salmista. Deve ser cantado da mesa da Palavra. Se não for cantado, seja recitado.

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ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Tem a finalidade de dispor a assembléia a acolher com alegria e entusiasmo a palavra da Salvação. É um canto de exultação diante de Jesus Cristo, Verbo de Deus, Palavra viva do Pai. Consta do "Aleluia", só omitido na quaresma, e de um versículo (cf. Lecionário), quase sempre tirado do evangelho que vai ser proclamado. Deve ser de poucas palavras e de muita alegria ("Hallelu-jah" = Louvai Javé!). É cantado por toda a assembléia. O canto poderá ser repetido após a proclamação do evangelho. "O Aleluia ou o versículo antes do Evangelho podem ser omitido quando não são cantados" (IGMR 39).

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APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS

Acompanha a apresentação das oferendas, tem sentido de louvor e de agradecimento a Deus, reconhecendo que todo o dom vem dele. Prepara a comunidade para a grande oferta com Cristo ao Pai na Oração Eucarística. Não precisa falar necessariamente de pão e vinho. É um momento em que a assembléia está sentada. Pode ser cantado todo pela assembléia, ou só o refrão, alternando com o coral, ou solista. Pode ser também só instrumental. Uma sugestão: canta-se durante a procissão dos dons e enquanto se prepara a mesa. Quando o Presidente se aproxima do altar para bendizer o pão e o vinho, interrompe-se o canto. Assim a assembléia acompanha a oração presidencial, respondendo (cantando) no fim de cada uma: "Bendito seja Deus para sempre"!

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SANTO

Sua finalidade é de aclamar, exaltar e bendizer o Santo de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo. É a grande aclamação que conclui o prefácio da Oração Eucarística, ou o louvor a Deus na Celebração da Palavra. O texto é de origem bíblica (cf. Is 6,3 e Mt 21, 9). E importante que seja proclamado o texto integral, sem alterações no texto. Deveria ser sempre cantado.

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ACLAMAÇÃO MEMORIAL

As três fórmulas oferecidas pelo Missal Romano expressam o anúncio do mistério Pascal, comemorando o abaixamento e a glorificação do Senhor, e pedindo sua vinda. Não devem ser substituídas por expressões devocionais de fé na presença real de Jesus, nem por canto eucarístico. Trata-se de uma das aclamações mais importantes da missa, deve ser cantada por toda a assembléia, em resposta ao " Eis o Mistério da Fé", entoado por quem preside.

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DOXOLOGIA FINAL

É o louvor final, após a narrativa das maravilhas e benefícios de Deus pelo seu povo. Não é aclamação, por isso não é proclamada por toda a assembléia, e sim por quem preside: " Por Cristo...". Em resposta, a assembléia entoa o AMÉM (Aleluia, ou outras aclamações, conforme consta no Missal), que deve ser solene, vibrante, repetido, sinal de adesão, compromisso, concordância, comunhão. A doxologia final deve ser sempre cantada, devido à sua importância.

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PAI NOSSO

Todos unidos à oferta de Cristo, por Ele reconciliados com o Pai, podem exclamar com amor e confiança: "Pai- nosso...". Esta oração ensinada por Jesus, pode ser dita em grande exultação. Convém mesmo que seja cantada. É a oração preparatória por excelência para a comunhão. Não deve ser substituída por outras palavras que não as do próprio evangelho. Quem canta: toda a assembléia.

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ORAÇÃO PELA PAZ - ABRAÇO DA PAZ

A saudação é sempre um gesto simbólico, e bastaria cumprimentar os que estão mais próximos. O rito não deve levar muito tempo. Não deve substituir ou abafar o canto do "Cordeiro de Deus", que tem preferência, durante o rito da fração do pão. O mais importante é o abraço, e não o canto, que é facultativo. Poderia ser entoado apenas pelo coral e reservado para circunstâncias especiais ou pequenos grupos.

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FRAÇÃO DO PÃO-- CORDEIRO DE DEUS

O Cordeiro de Deus é o canto da assembléia que acompanha o rito da fração do pão. Isto significa que, enquanto houver pão para ser partido, o canto deve ser executado. Ao término da fração encerra-se o Cordeiro com a sua terceira invocação "Dai-nos a paz!". Não é função de quem preside começar o" Cordeiro", e sim, do povo ou coral, ou um solista, alternando com o povo.

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COMUNHÃO

É canto processional que expressa, "pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, demonstra a alegria, dos corações e torna mais fraternal a procissão dos que vão receber o Corpo de Cristo" (IGMR 56i). E a realização do mistério pascal que celebramos: entrega e partilha da vida em ação de graças. Dar preferência aos cantos que retomam o evangelho do dia, atualizando-o no mistério eucarístico. É bom fazê-lo de forma dialogada: solista, ou coral e assembléia: assim quem comunga não precisa se preocupar com folheto na mão, ou canto estrófico, cantado por todos.

Também não é necessário prolongar ininterruptamente o canto durante todo o tempo da comunhão. Aproveitar a oportunidade para intercalar os versos com interlúdios instrumentais, tornando o canto menos cansativo e facilitando a interiorização. Após a comunhão "se for oportuno, o sacerdote e os fiéis oram por algum tempo em silêncio, podendo a assembléia entoar ainda um hino, salmo, ou outro canto de louvor" (IGMR S6j).

"Cantem a vossa glória, Senhor, os nossos lábios cantem nossos corações e nossa vida; e já que é vosso dom tudo o que somos, para vós se oriente o nosso viver"

(Elaboração de M. Lourdes Zavarez e Pe. Osmar Augusto Bezutte, baseada na Introdução do Missal Romano e no estudo da CNBB, n.79).

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