A Virgem da Paixão


Dentro da classificação dos grupos temáticos dos ícones, o quadro de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro é caracterizado pelos estudiosos da arte sacra como Virgem da Paixão. Isso porque toda a sua composição e a sua mensagem exprimem a paixão de Jesus, o Redentor do homem. Nesta imagem observam-se os arcanjos com instrumentos da paixão, a agonia do Senhor, a postura defensiva do Menino e os rostos cobertos de tristeza e dor.

Comparando com os outros ícones da Virgem da Paixão, podemos depreender que o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro apresenta elementos iconográficos próprios: as estrelas na fronte e não nos ombros; e a cor das roupas. Mesmo considerando esses aspectos típicos do quadro de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, quais os traços comuns e fundamentais das diversas imagens da Virgem da Paixão?

Os ícones da Virgem da Paixão costumam representar Nossa Senhora com o Menino Jesus nos braços e anjos de cada lado segurando os instrumentos da paixão de Jesus. Na cultura brasileira tal título assemelha-se ao de “Virgem das Dores”ou “Nossa Senhora das Dores”.

Nos ícones da Virgem da Paixão, é característica a presença dos instrumentos da paixão de Cristo, levados por anjos ou arcanjos, com uma inscrição latina ou grega na parte superior das figuras. Esse tipo de ícone retrata o movimento do Menino que vê os instrumentos da paixão, se assusta com eles, busca refúgio nas mãos ou nos braços da Mãe e deixa ver a planta de um dos pés. O Menino move bruscamente a perna ou deixa desprender uma sandália, que, por sua vez, fica presa por um só de seus cordões. A Mãe, que acolhe o Menino com ternura e compaixão, olha para frente como se estivesse contemplando os sofrimentos de seu divino Filho.

As imagens antigas da Virgem da Paixão são muito raras em comparação com os outros ícones. As que são atualmente conhecidas, que apresentam certa antiguidade, são cerca de cem imagens. De acordo com estudos feitos, este tipo de ícone mariano originou-se na ilha de Creta e nas regiões vizinhas e espalhou-se, sobretudo, a partir do século XIV. No Ocidente esta imagem difundiu-se muito em Veneza, na Itália.

O ícone da Virgem da Paixão salienta a centralidade salvífica da paixão de Cristo e também a bondade da Mãe de Deus, sempre pronta a atender as necessidades daqueles que a veneram.

O quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro traz belíssima e encantadora síntese mariológica em imagem. A Virgem Maria aparece como Mãe do Redentor, d'Aquele que ela acolhe nos braços, protege e acompanha ao longo da vida e indica aos devotos o Cristo, rodeado dos instrumentos da sua paixão e morte, logo quando criança. Ela é também a mãe dos redimidos, daqueles que seguem o caminho de Jesus.

O quadro recebeu um título popular: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Nele a Mãe de Deus aparece olhando, com ternura e compaixão, para seus devotos, pronta para socorrê-los e ampará-los em qualquer momento. Em 1896, Charles de Foucauld já dizia: “Este título fica tão bem à Santíssima Virgem! Nós, seres humanos fracos e vacilantes, precisamos tanto de sua constante ajuda”.

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